Sensações do Puro Skydive

22 DE OUTUBRO – DIA DO PARAQUEDISTA

Ricardo Pettená

No dia 22 de outubro comemoramos o dia do paraquedista porque foi neste dia e mês que, em 1797, Andrew Jacques Garnerin realizou aquele que ficou conhecido como sendo o primeiro salto de paraquedas na história da humanidade.

Garnerin saltou de 600 metros de altura de um balão sobre Paris, cidade onde 107 anos mais tarde Santos Dumont faria o primeiro voo numa aeronave mais pesada do que o ar.

Ilustração do Salto de Andrew Jacques Garnerin no dia 22 de outubro de 1797 sobre Paris.

O paraquedas de Garnerin não estava dobrado dentro de um container como nossos paraquedas atuais. Ele estava preso embaixo do balão e se inflou imediatamente após o salto, sem queda-livre. Naturalmente que, naquela época, o paraquedas tinha formato redondo, porém o velame do Andrew Jacques não tinha ápice, aquela abertura no topo dos paraquedas redondos que faz com que ele caia estável. Garnerin desceu pendulando, mas pousou bem.

Saudade das puras sensações do skydive

Aproveito este dia para dizer que eu tenho saudades das sensações do puro skydive, do cheiro de querosene no embarque, do vento na cara fazendo a reta, de passar pelo portal da dimensão do vazio e receber o ar no peito a menos 20 graus centígrados a 18 mil pés, do dive down sem lift a mais de 400 quilômetros por hora, das formações tão estáveis que até parece que podemos sentir a serenidade na mente de cada um que está voando em sintonia com os demais, dos track teams bem ajustados e das aberturas macias.

Mas também tenho saudades de ver o sorriso do aluno AFF, dos swoops no ditch de Deland, do silêncio do T-10, de frear o corpo contra o vento relativo, de capotar na saída e girar rápido nas avaliações do curso AFF, das transições verticais no 4-way e de ser último a entrar numa estaca de TRV.

E que saudades de controlar o velame na precisão e pisar na mosca, de entrar numa área restrita e pousar em pé perante um público imenso que te aplaude, de fazer uma transição rápida num big-way sequencial e de tomar uma cerveja gelada com os amigos verdadeiros no final do dia.

Ainda não sei quando vou poder sentir as puras sensações do skydive novamente, mas sei que todas elas estão claras nas minhas lembranças e na minha memória muscular.

Vamos aguardar e veremos. Só sei que tudo é possível nesta vida.

Parabéns a todos os meus amigos paraquedistas!

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